Terra das Bodegas, Mendoza

Mendoza é linda e aconchegante, com suas bodegas e o seu Malbec!  Na terra do sol e do bom vinho aterrissamos de avião, vindos de Buenos Aires e fomos direto ao Hostel Chimbas. Um pouco afastado do centro da cidade, mas com transporte público próximo, excelente infraestrutura e atendimento. Os quartos são muito confortáveis, (no nosso caso) com banheiro privativo, ar condicionado e bom tamanho. O café da manhã oferecido é razoável.

Decidimos iniciar nosso passeio conhecendo a localidade, que é uma graça, cheia de praças e ruas arborizadas.

Centro de Mendoza. Crédito imagem Felipe Emanuelli
Centro de Mendoza. Crédito imagem Felipe Emanuelli

O Parque Independencia é gigantesco, com mais de 350 hectares e caminhos bucólicos com grande diversidade de plantas e árvores. Lá no alto fica o Cerro de la Gloria, de onde se pode ter uma bela vista do local e onde está o monumento ao General San Martín. Pra quem estiver cansado e não quiser subir a pé, pode ir de van, este serviço está disponibilizado no pé do parque (cobram cerca de 10 pesos). Próximo de lá, também tem o Terraza Jardin Mirador, de onde se pode ver toda a cidade, com entrada gratuita. Existe a opção de pegar aquele ônibus clássico, o Mendoza City Tour .

Passeando pelo Parque Independencia. Crédito imagem Felipe Emanuelli
Passeando pelo Parque Independencia. Crédito imagem Felipe Emanuelli
Fuente de los Continentes, "Fonte dos continentes" no Parque Gral. San Martín. Crédito de imagem Felipe Emanuelli
Fuente de los Continentes, “Fonte dos continentes” no Parque Gral. San Martín. Crédito de imagem Felipe Emanuelli

Entre os tours existentes, optamos por fazer o Tour de Alta Montanha, rumo a Cordilheira, pela Ruta 7, que liga Mendoza ao Chile. Dura o dia todo, e pode ser feito em qualquer época do ano. No inicio do tour, observa-se uma paisagem semidesértica, eis que surgem as primeiras formações rochosas e fica à vista a pré-cordilheira e a neve eterna no topo das montanhas, lindo!

Vista da estrada para o Pico do Aconcágua. Crédito imagem Surian Dupont
Vista da estrada para o Pico do Aconcágua. Crédito imagem Felipe Emanuelli

Fizemos uma breve parada para fotos em Potrerillos, onde se pode avistar a barragem do Rio Mendoza, que mais parece um lago de águas verdes entre as montanhas.

Barragem do Rio Mendoza em Potrerillos. Crédito de imagem Felipe Emanuelli
Barragem do Rio Mendoza em Potrerillos. Crédito de imagem Felipe Emanuelli

Depois ao Vale de Uspallata, e após conhecemos a histórica ponte sobre o Rio Picheuta, demos uma parada para escutar um pouco da histórica mística da Ponte do Inca. Antigamente foi uma estação balneária de águas termais e hoje está protegida e desativada devida a sua fragilidade natural (erosão). Curiosamente os artesãos locais utilizam as águas para petrificarem objetos e venderem como souvenir.

Ao fundo a ponte sobre o Rio Picheuta. Crédito de imagem Felipe Emanuelli
Ao fundo a ponte sobre o Rio Picheuta. Crédito de imagem Felipe Emanuelli
Mística Ponte do Inca. Crédito de imagem Surian Dupont
Mística Ponte do Inca. Crédito de imagem Surian Dupont
Artesanato feito nas águas termais da Ponte. Crédito de imagem Surian Dupont.
Artesanato feito nas águas termais da Ponte. Crédito de imagem Surian Dupont.

Vamos finalmente ao Parque Provincial Aconcágua que abriga a montanha mais alta das Américas, com 6.962m de altitude. Entrada no parque não inclusa: custo de 20 pesos por pessoa.  Fizemos um trekking de cerca de 40min até o mirante, para fotografar e encher os pulmões de ar puro. A sensação é única!

Treeking até o mirante. Crédito de imagem Felipe Emanuelli
Treeking até o mirante. Crédito de imagem Felipe Emanuelli
Parque do Aconcágua. Crédito de imagem Surian Dupont
Parque do Aconcágua. Crédito de imagem Surian Dupont

No outro dia resolvemos pegar um ônibus na estação rodoviária (28,20 pesos por pessoa, ida e volta) a Cacheuta, onde ficam as termas (águas termais), que fica cerca de 38km de Mendoza. Chegando lá, fomos ao parque de águas, para passar o dia (90 pesos por pessoa). O local é legal, tem várias piscinas com temperaturas diferentes e público diversificado, de várias faixas etárias. Existem lockers para emprestar, para que você deixe suas coisas guardadas por um custo de 25 pesos, que é reembolsado ao devolver as chaves.  A paisagem é linda, fica ao lado da cordilheira e o rio corre bem ao lado.

Termas, em Cacheuta. Crédito imagem Surian Dupont
Termas, em Cacheuta. Crédito imagem Surian Dupont

Nosso último dia foi contemplado pelo tour de bicicletas para conhecer as bodegas. Mais uma vez, pegamos um ônibus (4,50 o trecho por pessoa) na estação rodoviária que nos levou a Maipu, região onde fica a maioria das bodegas, e onde tem as bikes para alugar. Escolhemos a Maipu Bikes, que a meu ver não foi uma boa escolha, pois não fomos bem atendidos. As bicicletas também não eram muito novas e com boa manutenção. Fornecem um mapa para conhecer as bodegas, com os horários de visita. Optamos por conhecer e degustar os vinhos na Mevi Boutique, conhecer a Trapiche e terminar o tour (somente na parte da tarde) curtindo na Beer Garden, uma cervejaria artesanal muito fofa, onde servem lanches também. Retornamos no final do dia para entregar as bicicletas, com as cestinhas cheias de vinho, um pouco tontos e bastante cansados de pedalar abaixo de muito sol, mas felizes por ter conhecido um lugar tão lindo. Foi recompensador. Faria de novo e de novo.

Chegando para degustação e visita a Mevi Bodega Boutique. Crédito imagem Felipe Emanuelli
Chegando para degustação e visita a Mevi Bodega Boutique. Crédito imagem Felipe Emanuelli
Estacionando minha bike na vinícola, Maipu. Crédito imagem Felipe Emanuelli
“Estacionando” minha bike na vinícola, Maipu. Crédito imagem Felipe Emanuelli
Garrafas esperando rotulagem. Crédito de imagem Surian Dupont
Garrafas esperando rotulagem. Crédito de imagem Surian Dupont
Beer Garden. Crédito de imagem Surian Dupont
Beer Garden. Crédito de imagem Surian Dupont
Momento cerveja. Pra fechar a tarde degustamos uma das cervejas artesanais do local. Crédito de imagem Surian Dupont
Momento cerveja. Pra fechar a tarde degustamos uma das cervejas artesanais do local. Crédito de imagem Surian Dupont

De volta à cidade… Vamos jantar? Não podemos nos esquecer de falar que Mendoza é um paraíso gastronômico. A região tem mais de 500 restaurantes. Cozinha de autor, cinco estrelas, de montanha, escolha o que quiser! Site para informação dos restaurantes da cidade (Rutas gastronomicas). Fomos ao Don Mario, indicado pelos moradores locais. Eles adoram este restaurante o que me convenceu a conferir. Servem a autentica parrilla, e outros pratos deliciosos. Optei pelo Lomo con esparrágos y alcauciles salteados (filé com aspargos e alcachofras), harmonizando com um Malbec Viejo Isaias, produzido na região. Atendimento excepcional. Valeu cada centavo, muito bom, os mendocinos tem razão.

Para comer com os olhos... Lomo con esparrágos y alcauciles salteados, no Don Mario. Crédito de imagem Surian Dupont
Para comer com os olhos… “Lomo con esparrágos y alcauciles salteados”, no Don Mario. Crédito de imagem Surian Dupont
Vinho Malbec, Viejo Isaias, na Don Mario. Crédito de imagem Surian Dupont
Vinho Malbec, Viejo Isaias, na Don Mario. Crédito de imagem Surian Dupont

 

Também conhecemos no centro da cidade um restaurante aconchegante, no tradicional estilo “pulpería” argentina, o El Palenque. Discreto, na calle Aristides Villanueva, reduto de diversas opções bacanas para comer. Local que a noite torna-se um reduto boêmio muito agitado. O astral do local é ótimo, pedimos as empanadas (12 pesos cada), que são assadas em forno de barro. Optamos pelos sabores: humita (cozinha dos Andes – de milho), entraña ‘e vaca e cantimpalo y mozzarella, todas deliciosas, super recomendo! Para o prato principal pedimos uma milanesa com purê, nada de especial.

Empanadas. Crédito de imagem Surian Dupont
Empanadas. Crédito de imagem Surian Dupont
Empanada entraña e vaca. Crédito de imagem Surian Dupont
“Empanada entraña ‘e vaca”. Crédito de imagem Surian Dupont

 

Mendoza é encantadora…  Vale a pena conhecer!

 

Que tal experimentar um pouquinho da culinária dos Andes? Originária das Altas Montanhas, a Humita é um prato bastante conhecido na Argentina. Veja o que você vai precisar…

6 espigas de milho

220 ml de leite

2 dentes de alho

1 xícara (café) de óleo

2 tomates (sem casca e sem sementes)

1 pimentão

2 tabletes de caldo de carne

3 colheres (sopa) de massa de tomate

1 cebola

Sal a gosto

 

Mãos à obra

Frite o alho em uma panela e separe. Logo depois bata no liquidificador os tomates, o pimentão, um pouco de sal, os tabletes de caldo de carne e a massa de tomate. Após batê-lo, coloque a mistura junto com o alho frito. Na mesma panela, coloque depois o milho retirado das espigas e batido com o leite no liquidificador. Cozinhe até que se forme um creme e sirva com torradinhas.

O gostinho dos Andes…

 

Serviço

Moeda:

Peso argentino (ARS), mas dólar e euro são bem aceitos e têm câmbio favorável.

Visto: Não é necessário. Para brasileiros e residentes do Mercosul o visto esta liberado, É necessário somente carteira de identidade, não se exige passaporte para entrada no país.

Saúde: Para entrar na Argentina, nenhuma vacina é obrigatória.

– A água da torneira é potável e vem direto dos Andes.

Telefonia: Código de área internacional da Argentina é +54. Mendoza: +0261

Voltagem Elétrica: 220V

Quando ir?   

Viajar para Mendoza no inverno tem a vantagem de poder combinar visitas a vinícolas e diversão nas estações de esqui (Las Leñas). As flores são os atrativos da primavera, de setembro a novembro.

 

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